A liga dos Estados Árabes realiza na próxima semana, no Cairo, Egito, uma Cúpula Extraordinária para debater o processo de reconstrução de Gaza, após 15 meses de guerra.

Antes de embarcar para a capital egípcia, para o encontro que começa na terça-feira, 4 de março, o secretário-geral da ONU disse a jornalistas que a reunião será uma oportunidade para líderes do mundo árabe se unirem em torno de um projeto de paz e estabilidade na região.

15 meses de guerra em Gaza resultaram em mais de 50 milhões de toneladas de escombros

Região “no fio da navalha”

António Guterres destacou que os ataques “horríveis” do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, e o conflito que emergiu na sequência, desencadearam um “nível sem precedentes de morte e destruição” em Gaza, com hospitais, escolas e serviços essenciais transformados em escombros.

Para o chefe da ONU, a região está no “fio da navalha” e qualquer retomada do confronto entre forças israelenses e o Hamas aprofundaria ainda mais o sofrimento e a instabilidade.

Guterres acredita que os líderes, que se reunirão na cúpula, devem considerar três prioridades: preservar o acordo de cessar-fogo e libertação de reféns com dignidade.  

Desde o acordo, as organizações humanitárias conseguiram expandir as operações em Gaza, levando comida a todos os habitantes. Além disso, foi possível duplicar a quantidade de água potável disponível e distribuir material médico para 1,8 milhão de pessoas.

Prevenção de transferência forçada e “limpeza étnica”

Outra prioridade é a necessidade de um “processo político claro”, que estabeleça as bases para a recuperação, reconstrução e estabilidade duradoura de Gaza.

É fundamental prevenir qualquer forma de “limpeza étnica”, garantir que não haverá presença militar israelense a longo prazo em Gaza e que as preocupações legítimas de segurança de Israel serão atendidas.

Guterres enfatizou que Gaza deve continuar sendo parte integrante de um futuro Estado palestino independente, democrático e soberano, “sem reduções no seu território ou transferência forçada da sua população”.

Tanto Gaza como a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, devem ser tratadas como uma unidade política, econômica e administrativa, sob autoridade de um governo aceito e apoiado pelo povo palestino.

Cidades palestinas na Cisjordânia foram alvo de forças israelenses

Ameaças de anexação na Cisjordânia

Ao se referir à Cisjordânia, Guterres pediu o fim da escalada da violência na área, afirmando que civis estão sendo mortos, casas destruídas, comunidades deslocadas e cuidados de saúde estão sendo negados.

O chefe das Nações Unidas pediu o fim de ações unilaterais, incluindo a expansão dos assentamentos israelenses e as ameaças de anexação.

Guterres concluiu dizendo que o único caminho para uma paz duradoura é aquele em que dois Estados: Israel e Palestina vivam, lado a lado, em paz e segurança, em conformidade com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU. E aqui Jerusalém será capital de ambos os Estados.

Ele ressaltou que tanto israelenses como palestinos merecem viver com estabilidade duradoura, paz e segurança.

O secretário-geral defendeu uma reconstrução sustentável de Gaza, aliada a uma solução política unificada, clara e baseada em princípios.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

To submit your press release: (https://www.globaldiasporanews.com/pr).

To advertise on Global Diaspora News: (www.globaldiasporanews.com/ads).

Sign up to Global Diaspora News newsletter (https://www.globaldiasporanews.com/newsletter/) to start receiving updates and opportunities directly in your email inbox for free.